Marcos Monteiro Forense, Consultoria e Treinamentos em Computação Forense

Relatório traz novas pistas sobre o caso Stuxnet

Por · Publicado em · 2 min de leitura · Segurança da informação

Relatório traz novas pistas sobre o caso Stuxnet

Este artigo foi publicado em 2011 e pode estar desatualizado. Para orientação técnica atual, fale com o perito.

Um novo relatório volta a por fogo na polêmica em torno do worm Stuxnet, suspeito de tentar sabotar centrífugas de enriquecimento de urânio no Irã.
O relatório, divulgado pelo Institute for Science and International Security (ISIS), indica que os comandos presentes no Stuxnet tinha como intenção aumentar a frequência dos aparelhos infectados, coincidindo com a frequência utilizada nos rotores de enriquecimento da usina iraniana.

Os rotores da usina em Natanz operam normalmente em 1,064Hz, podendo chegar a 1,070Hz. Os ataques do Stuxnet, segundo o relatório do ISIS, fizeram com que os aparelhos aumentassem para 1,410Hz, frequência próxima do limite que os rotores, fabricados em alumínio de alta resistência, suportam.O que chama a atenção é que o malware manteve os rotores trabalhando nesta velocidade por 15 minutos, e depois fez com que os aparelhos retornassem a velocidade de operação padrão. Nos 27 dias seguintes, o worm não fez mais nenhuma mudança no sistema.

Durante o período que manteve o sistema trabalhando acima da velocidade segura, o Stuxnet desabilitou todas as mensagens de avisos e travas que alertariam o aumento da frequência de operação.
O relatório não conclui que o ataque foi direcionado ao Irã, já que estas frequências de operação são as mesmas utilizadas em outros países, como Alemanha e Turquia, mas traz mais indícios de que o worm pode ter como função a sabotagem industrial, já que as frequências de operação reprogramadas pelo Stuxnet aumentam o risco de falhas e até mesmo poderiam causar a quebra das centrífugas.

Enviado por Bruno Oak

Atendimento técnico em todo o Brasil

Para perícias judiciais, assistência técnica, pareceres, investigação defensiva e análise de provas digitais.

WhatsApp
WHATSAPP(11) 98940-2000

Atendimento sigiloso. As informações enviadas são tratadas conforme a LGPD.