Computação em nuvem
Este artigo foi publicado em 2011 e pode estar desatualizado. Para orientação técnica atual, fale com o perito.
Os mainframes, nascidos em 1946, eram computadores de grande porte acessados via ´terminal burro´, chamávamos assim porque o seu poder computacional não era utilizado para realização da operação. Era um monitor e teclado conectados em uma rede que permitia comandar o grande computador, este é que ficava responsável pelo processamento e armazenamento de dados. Muito tempo depois, o advento do Computador Pessoal mudou essa filosofia para um modelo stand alone, ou seja, só ele faz tudo, independente.
Depois da era dos mainframes e dos PCs, a onda agora é Computação nas Nuvens (em inglês, cloud computing), que refere-se à utilização da memória e das capacidades de armazenamento e cálculo de computadores e servidores compartilhados e interligados por meio da Internet. Neste caso, a nuvem sendo a internet. Esse modelo não é tão novo assim, pois o seu computador usará o poder de um outro que encontra-se na web, lembrando o bom e velho ´mainframe´.
Em um PC tradicional temos limitações no poder de processamento ou de armazenamento que podem ser superadas na aquisição de mais memória RAM, substituição de Processador e acréscimo de disco rígido, mas o investimento dificilmente é compatível com a necessidade, o que podemos interpretar como prejuízo.
Hoje, o perfil do usuário de computador mudou, e o maior interesse é estar conectado à internet. Então, a necessidade de poder computacional foi sendo substituída pela busca da mobilidade, e esta tende a ser inversamente proporcional ao poder computacional, ou seja, para aumentar a mobilidade, as máquinas estão evoluindo e ficando mais ´burras´.
A Computação em nuvem permite que você transfira o poder computacional para um provedor e assim o seu terminal, agora ´burro´, se encarrega apenas em prover entrada e saída de dados. Talvez a ideia mais interessante da nuvem é poder solicitar temporariamente ao seu provedor que aumente o poder computacional do tamanho que cabe na sua necessidade e por um tempo que lhe interesse, ou seja, iremos pagar pelo consumo de poder computacional. Eu passo meu cartão de credito e imediatamente eu tenho o ´upgrade´.
Hoje largamente os provedores de cloud computing estão vendendo apenas espaço em disco, o que já é fantástico. Eu por exemplo uso uma ferramenta que gratuita me fornece 2GB de espaço, o dropbox que instalo em meu computador no trabalho, no notebook, no Tablet e no meu Smartphone e em todos estes eu tenho em tempo real os mesmos arquivos em pastas que na prática não estão em nenhum destes, estão na nuvem.
Quanto à segurança, como qualquer serviço, é importante identificar um provedor reconhecido no mercado.
Marcos monteiro
fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1079188&coluna=1


